segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Da nossa preocupação com as coisas

Que coisa são estas “coisas”, não acha?... Chego a conclusão que o grande dilema é separar as “coisas”, afinal de contas Ele nos prometeu acrescentar todas as “coisas” se o reino Dele estivesse em primeiro lugar em nossa vida.

Quando presto atenção nas coisas começo a entender porque talvez muita gente confunde o reino com as “coisas” ou então as “coisas” com o reino, ainda não sei ao certo. De qualquer maneira não posso criticar ninguém por isso, dentre todos talvez eu seja o primeiro a cometer este tipo de confusão. As vezes quero ter as “coisas” para justificar o reino e outras vezes acredito que o reino não pode seguir adiante sem as “coisas”.

Uma coisa é certa, administrar as “coisas” dá um trabalho danado. Que atire a primeira pedra quem não vive envolto com as “coisas” na maior parte do seu tempo. Do outro lado temos um reino – que devia estar dentro de nós – para nos preocupar e cuidar. Mergulhados numa sociedade de “coisas”, via de regra, queremos então tirar o reino para fora e institucionalizá-lo, transformá-lo em “coisa” para então nos preocuparmos com ele.

Como justificativa – se é que elas cabem neste contexto – eu diria que como somos especialistas em administração de “coisas”, uma vez que fazemos isto a vida inteira, tratar o reino como mais uma delas facilita o nosso dia a dia.

O grande erro nesta nossa atitude é que perdemos a oportunidade de ter as “coisas” acrescentadas em nossa vida ao mesmo tempo que imaginamos possuir por completo um reino que nunca deve parar de ser buscado.

A beleza e o segredo estão na busca e não na administração. Mas como somos bons administradores e péssimos exploradores preferimos a zona de conforto das “coisas” aos pés e joelhos calejados da busca.

Um comentário:

Adna disse...

Como nós nos preocupamos em administrar as coisas, seja por menor que foi estamos preocupados.
Parabens, pelo texto.
que possamos aprender a nos preocupar + com o reino do que com as coisas.

Sds
Adna